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História



No dia 18 de fevereiro de 1949 os estivadores do porto de Salvador, estavam sentados ao pé de uma mangueira perto da sede da entidade (Sindicato dos Estivadores), preocupados com a falta de trabalho nos portos e a política de arrocho salarial, gerada pela crise do pós-guerra. Inconformados com a impossibilidade de o bloco carnavalesco “Comendo Coentro” desfilar, Durval Marques da Silva, conhecido como “Vavá Madeira”, sugeriu a idéia de colocar um bloco na rua.

A sugestão foi logo aceita entre os vários colegas da estiva como Hermes Agostinho dos Santos, o Soldado, Manoel José dos Santos, Guarda-Sol, Almir Passos Fialho, o Mica, e muitos outros que participaram da fundação do bloco Filhos de Gandhy. No primeiro dia, saíram apenas 36 participantes apesar de ter mais de 100 inscritos. Ninguém podia imaginar o que a polícia iria fazer, pois o sindicato estava sob intervenção governamental. Para evitar represálias, o fundador Almir Fia lho deu a idéia para mudar a grafia do nome Gandi, inserindo as letras “dh” e trocou o “i” por “y”, ficando Gandhy.

A história é mais bem contada por aqueles que a viveram. A jornalista Carolina Campos, da Revista Exclusiva, afirma que o próprio Vavá Madeira, considerado o mais animado da turma, surgeriu o nome Filhos de Gandhy. Vavá explicou aos colegas a importância do líder hindu, Mahatma Gandhi, que havia sido assassinado em janeiro de 1948, um ano antes, com grande repercussão. Assim nascia o “Filhos de Gandhy” e em 1949 já desfilava pela primeira vez, como cordão. Desde a época de sua fundação até os dias atuais, o Afoxé, pioneiro da paz e com estilo próprio não parou de crescer. A idéia de expansão não agradou a todos porque apesar de ter sido fundado por estivadores, a partir de 1951, o bloco passou a admitir trabalhadores de outras classes. E, hoje, praticamente eles formam a minoria.
O Filhos de Gandhy, nos primeiros anos, saiu cantando marchinhas até se dedicar especialmente ao ijexá, (inclusive compondo suas próprias canções). Enfrentou problemas nos anos de 1974 e 1975, quando não desfilou no carnaval, um golpe muito duro para os sócios, após 25 anos de desfile ininterruptos e marcados por glórias e vitórias. Somente nesses dois anos de sua infinita história ele deixou de desfilar, por motivos administrativos, mas logo os velhos fundadores e associados antigos, inconformados, resolveram investir do próprio bolso e com alguma ajuda e muito esforço eles conseguiram reorganizar o afoxé.

Segundo o Professor Marco Aurélio Luz, “os afoxés contribuíram de modo contundente para o enriquecimento cultural dos festejos do carnaval no Brasil. O afoxé se caracteriza como um dos muitos desdobramentos culturais das comunidades-terreiros da religião tradicional africana no Brasil. Ele se constitui por uma linguagem contextual em forma de síntese recreativa que combina expressões de dança, música, dramatização, vestuário, instrumentos, emblemáticas etc., características da estética negra”.

A Associação Cultural, Recreativa e Carnavalesca Filhos de Gandhy, tem sua sede localizada no Pelourinho, doada pelo Governo do Estado em 1983, onde funciona o ano inteiro a administração, quadra de ensaios, buscando na sua pluralidade sócio-cultural desenvolver diversas atividades tendo como missão, através do entretenimento e respeito pela tradição, pregar a paz e abrigar em seu ambiente pessoas de todos os credos, condições sociais e etnias e sendo ponto de parada de turistas de todo o mundo que visitam o Centro Histórico de Salvador.

Segundo Kabengele Mananga, “a resistência cultural tem sido uma das mais fortes que os africanos e seus descendentes ofereceram em todas as suas diásporas contra a opressão escravista e colonialista. Ela está presente no cotidiano brasileiro sob a forma de religiosidade, das artes, como música, dança, culinária, escultura, sob a forma de gestos, estilos de vidas, entre outros aspectos. Os africanos e seus descendentes resistiram culturalmente para defender suas identidades, dignidade e liberdade, mais do que isso, eles conseguiram modelar a cultura e a identidade plural brasileira”.

Um dos maiores exemplos que comprovam a citação acima, é a cadeia produtiva que se forma no entorno da entidade nos meses que precedem o carnaval, são artesãos e artesãs, que preparam vários apetrechos que se fundem à fantasia de forma natural, muitos deles já estão na terceira geração, onde se estima uma geração média de recursos na ordem R$1.100.000,00 com vários artigos (confecção do turbantes, venda de colares e broches, bebidas e alimentos, reforço de sandálias), dentre outras.

A fantasia do Afoxé Filhos de Gandhy é composta por um lençol de 2,20m X 2,00m, costurado nas laterais, com uma abertura na parte superior e uma pintura na parte frontal com o tema do Carnaval. O turbante é feito na cabeça do associado por um artesão (ã), usando uma toalha de banho que após ser dobrada, envolve a cabeça e é dado o acabamento usando-se linha e agulha. Para finalizar é aplicado o broche, de formato redondo com uma pedra azul, lembrando os marajás indianos. Para complementar a fantasia segue um par de sandálias, meias e faixa. Os colares, nas cores azul e branco, são uma reverência aos orixás Oxalá e Ogum.

Por ser a difusão da PAZ durante os festejos de momo o principal objetivo da entidade, existem obrigações fundamentais que são executadas sigilosamente antes do Carnaval, não permitindo jamais que sejam expostas ao público, uma vez que a religião do candomblé merece respeito e consideração.

As obrigações praticadas (padê), hoje, pelos seus componentes, foram as mesmas que os seus idealizadores praticaram nos primeiros anos de sua fundação. Antes feito na porta da sede, o despacho é efetuado no Largo do Pelourinho. Essa ação é repetida anos a fio no intuito de preservar a sua originalidade, isto, considerando que a maioria dos fundadores era praticante da religião nos vários terreiros de candomblé da Bahia.

O Gandhy, nas ruas de Salvador, cultua uma das nações que é a Ijexá, impregnando a avenida com o ritmo peculiar e cadenciado dessa nação, ofertando ao público maçãs, peras, uvas, alimentos que representam a limpeza do corpo, da aura, perfumando as ruas com sua alfazema, transformando a avenida em um imenso tapete branco simbolizando a bandeira da PAZ.

No desfile são utilizadas algumas alegorias que relembram o sentimento de Mahatma Gandhi: o elefante, símbolo da força que teve para não curvar-se diante do poder inglês; o camelo, símbolo da resistência que manteve fiel aos ideais de liberdade mesmo quando preso; a cabra, símbolo da vida porque através do leite pode recuperar as forças e continuar a peregrinação em favor da liberdade do povo indiano.

Após alguns anos de quase invisibilidade na mídia, o Afoxé Filhos de Gandhy sem perder o contato com a tradição e de olho no futuro, adotou novas tecnologias tanto administrativas quanto estéticas, visando potencializar a sua imagem diante dos meios de comunicação existentes e um contato maior com formadores de opinião e seus associados. .

O Afoxé Filhos de Gandhy tem como missão através do entretenimento, pregar a paz e abrigar em seu ambiente, pessoas de todos os credos, condições sociais e raças e ser referência nacional e internacional de uma organização divulgadora dos preceitos de paz.


Prêmios:
Honra do Mérito Cultural do Brasi
Troféu Dodô e Osmar
Guinnes Book
Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia
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